sexta-feira, 26 de junho de 2009

Campanha no Twitter pede #forasarney

E você, não vai aderir a essa campanha?

Internautas pedem a saída de Sarney. Antes tarde do que nunca!

O Twitter como agregador

Bem, a enquete ali do lado está encerrada e, ao contrário do que imaginei, a maioria ainda utiliza a navegação aleatória para se informar na web. Na verdade só queria ter uma ideia da utilização dos recursos agregadores de informação, tema de meu último artigo. Estou propondo a ideia de que o Twitter possa ser apropriado como uma ferramenta de agregação de informaçãoes, assim como fazemos quando selecionamos oque queremos receber através do RSS, por exemplo, também escolhemos quem vamos seguir no microblog para termos acesso aos tweets mais interessantes. Afinal, como tem mostrado pesquisas como as da Raquel Recuero e da Gabriela Zago, a informação é um capital social importante no Twitter. Só pra antecipar, utilizei como exemplo o papel do Twitter na distribuição de informações sobre os conflitos pós-eleições presidenciais no Irã. O trabalho é para uma disciplina do Mestrado, e a professora Luti (Mielniczuk) adotou a mesma sistemática da Compós. Assim, fizemos um sorteio para definir quem, dentre os colegas, seria responsável pelo relato crítico de cada artigo. Nada mais apropriado para uma era de construção coletiva do conhecimento.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Gripe suína em São Gabriel: há motivo para pânico?




Não moro mais em São Gabriel, mas visito seguidamente a minha terra natal, pela qual tenho muito carinho e apreço. Minha mãe, meu irmão, os avós e o pai da minha filha, meus parentes mais chegados e grandes amigos moram na cidade. Por isso, tenho motivos para desejar que nada de ruim aconteça por lá. Assim, fiquei preocupada com o pânico que tomou conta do município após a divulgação da suspeita de que gabrielenses teriam sido contaminados pelo vírus da popularmente conhecida gripe suína (Influenza A, vírus H1N1, seja lá o termo correto que for). Alguns casos foram confirmados, o que aumentou a tensão entre os moradores. Mas, o que me deixou surpresa em toda a cobertura da mídia sobre o caso foi a postura adotada pelas autoridades de saúde e a administração local. Primeiro porque antes mesmo da confirmação do primeiro caso, foi decretado estado de emergência pela prefeitura. Segundo, porque os outros casos "suspeitos" de contaminação, foram - em minha modesta opinião - precipitadamente classificados como confirmados, pelo simples fato de que as pessoas com sintomas semelhantes tiveram contato com a menina que voltou da Argentina portando o vírus. Nunca vi, em dez anos de atividade jornalística, esse tipo de conduta por parte de autoridades de saúde. O protocolo seguido pelo bom senso pede que em último caso se forme uma sensação de pânico entre a população. O decreto baixado pelo prefeito de São Gabriel proíbe aglomerações de pessoas até ordem contrária. O argumento de que é melhor pecar pelo excesso do que pela omissão é compreensível, mas não justifica tamanho alarde. A coisa mais bizarra que vi foi o padre tendo que dar explicações aos técnicos do setor de Vigilância Epidemiológica (até a Brigada teria ido à igreja) por ter "desobedecido" o decreto e realizado a missa habitual. Ele se defendeu dizendo que mandaria as noivas casarem na prefeitura. A mensagem é clara: o mundo e a vida das pessoas não podem parar simplesmente porque um decreto assim determina. Surreal imaginar que o maior supermercado da cidade atende de portas fechadas, deixando entrar os clientes aos poucos, para evitar que muitos respirem o mesmo ar. Os bancos com filas do lado de fora, cumprindo a determinação municipal. Festas canceladas, bares às moscas. Nas ruas, as pessoas com máscaras, se esquivando umas das outras. Sou a favor das medidas de prevenção, mas penso que a forma como o poder público se manifestou nesse momento foi descabida. Tanto que recebeu críticas do Ministério da Saúde e do Governo do Estado. Não que isso tire a razão de quem acha que fez o certo, mas quem tem bom senso percebe o tom de desespero e exagero nisso tudo. Imaginem se nos lugares do mundo em que houve o maior número de vítimas a reação tivesse sido essa. Aeroportos estariam fechados, guetos para isolar as pessoas doentes teriam sido construídos, nos moldes do que se fazia antigamente como os doentes de tuberculose e os portadores de hanseníase (lembram das aldeias de leprosos?). A saúde evoluiu, a ciência se reinventa diariamente, mas a mentalidade do corolenismo da fronteira gaúcha não se deixa transformar. Em uma matéria de jornal, o secretário da saúde disse que iriam verificar os acessos ao município. Só o que falta é fecharem as porteiras da cidade, ou colocarem muros para evitar a entrada do vírus. Ou então adotarem o mesmo tipo de defesa que se fez quando da entrada do MST. Seria engraçado ver os defensores da ordem e do direito à propriedade empunhando bandeiras bradando "esta terra tem dono" para expulsar o vírus da gripe.

Brincadeiras e ironias à parte, não estou falando sozinha. Nesta matéria aqui, um especialista diz à agência RBS por que não há motivo para pânico.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O que você faz para selecionar o que vai ler na web?

Com tanto conteúdo na rede disponibilizado a cada segundo, ficamos perdidos, sem saber como fazer para não perder tanto tempo e ir direto ao que nos interessa. Existem diversas formas de se agregar conteúdo por interesse, fazendo um filtro das informações. Como você faz para se informar de forma seletiva? Que tipo de recurso utiliza? Por favor, responda a enquete ao lado. Os resultados farão parte de uma pesquisa que estou preparando em uma disciplina do Mestrado. Sugestões por comentário são bem vindas!

Depois do golpe ao diploma, como ficam os concursos pra jornalistas?

Um problema mais sério que até então ninguém havia comentado: como serão os concursos públicos para jornalista agora que o diploma não é mais obrigatório? Qualquer pessoa poderá concorrer, com qualquer formação ou sem nenhuma? O conteúdo a ser exigido nesse tipo de prova será o mesmo de antes da decisão do STF? Afinal, se os ministros entenderam que a profissão não é específica, não haverá por que se exigir conhecimento específico. Que confusão, hein? Agora que me dei conta disso, não consigo engolir mesmo a decisão! E pra se contratar professor de jornalismo, como será? Daqui a pouco vai haver uma série de ações contestando a constitucionalidade dos concursos que exigem formação em jornalismo...
Bom, agora o próprio SFT percebe que sua decisão criou um problema. Vejam a notícia.

sábado, 6 de junho de 2009

Artigo webjornalismo participativo

Já que estamos na era do conhecimento compartilhado, comunidades de conhecimento, inteligência coletiva, etc... A quem interessar, artigo publicado ano passado com a Profª Eugenia na revista Alceu (PUC-RJ).