sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sem-terra morto durante desocupação da Southall

E agora, o que mais falta acontecer? Teremos em São Gabriel um desfecho trágico para o que tenho chamado aqui de "novela da Reforma Agrária"? Notícia de hoje em São Gabriel me deixa sem palavras...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

São Gabriel e a novela da Reforma Agrária

E segue a novela em São Gabriel. MST "invadiu" a Prefeitura pedindo estrutura para os assentamentos criados no ano passado com a desapropriação de várias propriedades. Segundo o Prefeito Rossano Gonçalves, não chegaram as verbas federais prometidas. O discurso dos dois lados não mudou, mas a situação agora é outra. Antes, políticos da corrente que agora administra o munícipio e ruralistas representados pelo Sindicato, não queriam a instalação do movimento na cidade. Não tiveram sucesso. A Reforma Agrária foi feita, com a entrega das terras. Mas, e agora, sem investimento e estrutura mínima para produzir, essas pessoas estão em seu direito de pedir o que foi prometido. Concordo com o Prefeito que o Governo Federal tem obrigação de cumprir com o que prometeu a essas famílias e à comunidade de São Gabriel. Mas também penso que o Município tem de tratá-los agora como cidadãos gabrielenses que têm direito à saúde, educação, segurança, como todos os demais moradores.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pai, eu te amo!

Sabemos que as datas comemorativas tem como objetivo final incrementar as vendas do comércio. Assim, não deveríamos ficar emocionalmente abalados quando de algum modo essas datas nos lembram coisas tristes. Mas, não tem jeito. Por mais que eu saiba que o Dia dos Pais é uma dessas datas, me senti fora de lugar por não ter mais a quem dar presente neste dia. Não que não tenhamos outras pessoas queridas a quem presentear numa data dessas, mas o Meu Pai não está mais aqui. No dia 15 de novembro fará nove anos que ele se foi, de um modo precoce, repentino, sem aviso. Sérgio de Lima Carvalho, o meu pai, morreu de infarto aos 54 anos, numa madrugada de primavera. Deixou muitas saudades e um orgulho imenso. Ele foi um homem espetacular. Honesto, correto, organizado, trabalhador por demais, legal, amigo e sensível. Sinto a falta dele todos os dias, e no Dia dos Pais senti falta de comer o churrasco que ele preparava com tanto gosto, se esmerando em atender meu paladar de menina chata. Senti falta de lhe emocionar entregando um presente com um cartão, e de ver o sorriso contido dele e o brilho de amor em seus olhos azuis. Sinto por ele ter trabalhado tanto e ter feito tão pouco as coisas que gostava como lazer. Graças a sua obstinação pelo trabalho, conquistei muitos de meus sonhos e tenho a tranquilidade de saber que minha mãe tem uma ótima casa para morar. Junto com ela, aliás, ele conquistou uma vida digna que não recebeu de mão beijada de ninguém. Sei que o corpo de meu pai já era, se foi. Mas sua linda alma está entre nós quando pensamos nele, e quando lembramos a pessoa especial que ele foi. Não acredito em vida após a morte, nem em reencarnação, mas acredito na vida eterna simbólica, ou seja, as pessoas legais não morrem porque ficam na mente de quem as amou e cabe a nós repassarmos esse amor adiante. Minha filha não o conheceu, mas sabe quem ele foi e o ama. Acredito que com isso ele já foi imortalizado. Pai, fica aqui este post como homenagem pelo seu dia. Eu te amo!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Programa Showroom

Aos amigos que moram em Santa Maria e que têm acesso à tv a cabo, convido a assistirem o Programa Showroom, pelo canal 20 da Net. O programa vai ao ar às quintas-feiras, 20h30min, com reprises aos sábados e terças à tarde. A amiga que vos fala está atuando na produção, que envolve a Agência Taumes e a PAZ Produtora, ambas de Santa Maria-RS.
Sugestões são bem-vindas!

domingo, 19 de julho de 2009

Marley e eu

Só agora assisti o adorável "Marley e eu". Bem que me avisaram que eu choraria muito... É um filme sobre o que realmente importa na vida. Como tenho cachorro (uma cachorra que as vezes considero a pior do mundo), me identifiquei mais ainda.
O momento em que mais chorei foi no final, com a mensagem que o autor do livro (e personagem do filme) deixa para seu amiguinho. É algo assim:

"Cães não precisam de carros luxuosos, casas grandes ou de roupas chiques.
Água e alimentos já são o bastante.
Um cachorro não liga se você é rico ou pobre.
Esperto ou não. Inteligente ou não.
Dê o seu coração e ele dará o dele.
De quantas pessoas podemos dizer o mesmo?
Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial?
Quantas pessoas nos fazem sentir…
extraordinários?"

Tão simples e tão verdadeiro!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Campanha no Twitter pede #forasarney

E você, não vai aderir a essa campanha?

Internautas pedem a saída de Sarney. Antes tarde do que nunca!

O Twitter como agregador

Bem, a enquete ali do lado está encerrada e, ao contrário do que imaginei, a maioria ainda utiliza a navegação aleatória para se informar na web. Na verdade só queria ter uma ideia da utilização dos recursos agregadores de informação, tema de meu último artigo. Estou propondo a ideia de que o Twitter possa ser apropriado como uma ferramenta de agregação de informaçãoes, assim como fazemos quando selecionamos oque queremos receber através do RSS, por exemplo, também escolhemos quem vamos seguir no microblog para termos acesso aos tweets mais interessantes. Afinal, como tem mostrado pesquisas como as da Raquel Recuero e da Gabriela Zago, a informação é um capital social importante no Twitter. Só pra antecipar, utilizei como exemplo o papel do Twitter na distribuição de informações sobre os conflitos pós-eleições presidenciais no Irã. O trabalho é para uma disciplina do Mestrado, e a professora Luti (Mielniczuk) adotou a mesma sistemática da Compós. Assim, fizemos um sorteio para definir quem, dentre os colegas, seria responsável pelo relato crítico de cada artigo. Nada mais apropriado para uma era de construção coletiva do conhecimento.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Gripe suína em São Gabriel: há motivo para pânico?




Não moro mais em São Gabriel, mas visito seguidamente a minha terra natal, pela qual tenho muito carinho e apreço. Minha mãe, meu irmão, os avós e o pai da minha filha, meus parentes mais chegados e grandes amigos moram na cidade. Por isso, tenho motivos para desejar que nada de ruim aconteça por lá. Assim, fiquei preocupada com o pânico que tomou conta do município após a divulgação da suspeita de que gabrielenses teriam sido contaminados pelo vírus da popularmente conhecida gripe suína (Influenza A, vírus H1N1, seja lá o termo correto que for). Alguns casos foram confirmados, o que aumentou a tensão entre os moradores. Mas, o que me deixou surpresa em toda a cobertura da mídia sobre o caso foi a postura adotada pelas autoridades de saúde e a administração local. Primeiro porque antes mesmo da confirmação do primeiro caso, foi decretado estado de emergência pela prefeitura. Segundo, porque os outros casos "suspeitos" de contaminação, foram - em minha modesta opinião - precipitadamente classificados como confirmados, pelo simples fato de que as pessoas com sintomas semelhantes tiveram contato com a menina que voltou da Argentina portando o vírus. Nunca vi, em dez anos de atividade jornalística, esse tipo de conduta por parte de autoridades de saúde. O protocolo seguido pelo bom senso pede que em último caso se forme uma sensação de pânico entre a população. O decreto baixado pelo prefeito de São Gabriel proíbe aglomerações de pessoas até ordem contrária. O argumento de que é melhor pecar pelo excesso do que pela omissão é compreensível, mas não justifica tamanho alarde. A coisa mais bizarra que vi foi o padre tendo que dar explicações aos técnicos do setor de Vigilância Epidemiológica (até a Brigada teria ido à igreja) por ter "desobedecido" o decreto e realizado a missa habitual. Ele se defendeu dizendo que mandaria as noivas casarem na prefeitura. A mensagem é clara: o mundo e a vida das pessoas não podem parar simplesmente porque um decreto assim determina. Surreal imaginar que o maior supermercado da cidade atende de portas fechadas, deixando entrar os clientes aos poucos, para evitar que muitos respirem o mesmo ar. Os bancos com filas do lado de fora, cumprindo a determinação municipal. Festas canceladas, bares às moscas. Nas ruas, as pessoas com máscaras, se esquivando umas das outras. Sou a favor das medidas de prevenção, mas penso que a forma como o poder público se manifestou nesse momento foi descabida. Tanto que recebeu críticas do Ministério da Saúde e do Governo do Estado. Não que isso tire a razão de quem acha que fez o certo, mas quem tem bom senso percebe o tom de desespero e exagero nisso tudo. Imaginem se nos lugares do mundo em que houve o maior número de vítimas a reação tivesse sido essa. Aeroportos estariam fechados, guetos para isolar as pessoas doentes teriam sido construídos, nos moldes do que se fazia antigamente como os doentes de tuberculose e os portadores de hanseníase (lembram das aldeias de leprosos?). A saúde evoluiu, a ciência se reinventa diariamente, mas a mentalidade do corolenismo da fronteira gaúcha não se deixa transformar. Em uma matéria de jornal, o secretário da saúde disse que iriam verificar os acessos ao município. Só o que falta é fecharem as porteiras da cidade, ou colocarem muros para evitar a entrada do vírus. Ou então adotarem o mesmo tipo de defesa que se fez quando da entrada do MST. Seria engraçado ver os defensores da ordem e do direito à propriedade empunhando bandeiras bradando "esta terra tem dono" para expulsar o vírus da gripe.

Brincadeiras e ironias à parte, não estou falando sozinha. Nesta matéria aqui, um especialista diz à agência RBS por que não há motivo para pânico.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O que você faz para selecionar o que vai ler na web?

Com tanto conteúdo na rede disponibilizado a cada segundo, ficamos perdidos, sem saber como fazer para não perder tanto tempo e ir direto ao que nos interessa. Existem diversas formas de se agregar conteúdo por interesse, fazendo um filtro das informações. Como você faz para se informar de forma seletiva? Que tipo de recurso utiliza? Por favor, responda a enquete ao lado. Os resultados farão parte de uma pesquisa que estou preparando em uma disciplina do Mestrado. Sugestões por comentário são bem vindas!