quinta-feira, 29 de abril de 2010

Novo visual

Voltando ao layout anterior...

Estratégias de legitimação do jornalismo nas redes sociais: meu foco de pesquisa

O crescimento das redes sociais da web é tema de debates, posts, reportagens nos meios online e offline, no mercado e nas universidades. O fenômeno não é assim tão recente, mas em 2009 vive seu apogeu, com um número cada vez maior "de pessoas comuns" e celebridades, pesquisadores e comunicadores, empresas e profissionais de diferentes áreas em busca de visibilidade e proximidade com seus públicos, e outros tantos objetivos.
Falar em redes sociais é falar em conversação, marketing, relacionamento, comunicação, informação e jornalismo. Sites como o Twitter têm sido utilizados para amigos trocar ideias e opiniões, telespectadores e leitores comentarem conteúdo da mídia, fãs interagirem com seus ídolos, aspirantes à fama chamarem atenção, empresas venderem seus produtos .
Com tanta gente interagindo, o espaço destas redes torna-se praticamente obrigatório para as instituições de um modo geral, que precisam se legitimar constantemente perante a sociedade. Em tempos de midiatização, em que as lógicas da mídia são apropriadas pelos demais campos sociais, visibilidade e legitimação dependem não só da presença das instituições no espaço público midiático, mas de uma presença que leve em conta a complexidade da comunicação na atualidade. Para se legitimar, as instituições precisam interagir com os públicos, levar em conta o outro da relação comunicativa. As redes sociais são um ótimo lugar para isso. É o caso do jornalismo, campo institucional que me interessa como objeto de pesquisa, entendido como a esfera formada pelas organizações midiáticas voltadas para a transmissão de notícias.
O jornalismo, com seu papel histórico de campo mediador, diante das atuais práticas interativas, passa a adotar novas estratégias para continuar justificando sua existência na sociedade. Se todos podem informar, atuar como repórteres, como justificar a manutenção de seu papel de mediação? Partir para uma intermediação de qualidade, como propõe Dominique Wolton, levando em conta o papel ativo dos cidadãos no processo de construção da notícia, tem sido uma prática cada vez mais constante. Estes questionamentos estão no cerne de minha proposta de dissertação, em andamento no Mestrado do Poscom-UFSM. Pretendo continuar trazendo discussões para o blog até mesmo para encontrar possíveis aliados nesta perspectiva institucional do jornalismo nas redes sociais.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Desafios e correria

Muito tempo sem atualizar o blog, cá estamos...
Momento de muita correria, com o Mestrado entrando na reta final. Tempo de focar no objeto, analisar, escrever, aprender a receber críticas durante os Seminários de Pesquisa, enfim, período de desafios.
No momento, está sendo importante o aprendizado sobre metodologia, algo que parecia tão distante para quem, como eu, não tem experiência como pesquisadora, e ficou tantos anos no mercado de trabalho, longe do meio acadêmico.
E vamos juntar esforços para justificar a escolha pela análise de conteúdo!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Novidades do Mestrado em Comunicação da UFSM

Para recuperar o tempo de ostracismo no blog, segue o link das últimas do Mestrado em Comunicação da UFSM, com notícias sobre aula inaugural amanhã e horários das defesas de dissertações: www.ufsm.br/poscom.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Vamos democratizar a cobertura da tragédia?

2010 começou com tragédia para muitas famílias Brasil afora. O clima tem castigado áreas ricas e pobres, matando gente de todas as classes. No entanto, a cobertura jornalística que assisto na principal emissora do país - e creio que nas demais não é muito diferente - mostra uma discriminação gritante no tratamento dado a uns e outros. Dependendo da procedência de quem morre, tu podes ter na tv homenagens póstumas com direito a entrevista com seus parentes e exibição de vídeos e fotos de seus momentos alegres, ou simplesmente ser mais um número nas estatísticas do obituário. Confesso que fico muito emocionada e triste com o sofrimento que os sobreviventes e parentes da tragédia em Angra dos Reis estão passando. Chego a chorar ao ver os depoimentos nos telejornais, e não estou de forma alguma sendo irônica. Mas, também me dói demais por dentro quando logo depois entra em cena mais uma reportagem em que os mortos não têm nome ou uma história a ser contada. São apenas ninguém. Por que algumas vidas que se perdem de forma tão triste são mais lastimadas que outras? Por que temos que nos identificar com pessoas de classe média que perdem a vida em uma pousada enquanto estavam festejando, e somos convidados a ignorar quem morreu porque o barraco montado em um terreno impróprio desabou sobre sua cabeça? Sinceramente, gosto de ouvir relatos sobre aquelas jovens e alegres vidas de Angra que se foram sob os escombros que a lama levou. Gosto porque acho que eles realmente merecem ser lembrados. Mas não me conformo por não saber quem eram aquelas marias e josés que morreram soterrados do mesmo modo, mas que não devem ter tido uma ceia de ano-novo tão farta quanto a dos vizinhos da bela pousada agora em ruínas. Também gostaria que o jornalismo ultrapassasse sua condição de narrativa e assumisse um tom mais pedagógico, para que coisas assim possam ser evitadas, seja em solo rico ou pobre.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Melhores filmes de todos os tempos

Muito interessante uma lista dos melhores filmes de todos os tempos a que tive acesso a partir de um link postado no Twitter pela Silvana Dalmaso. Muitos dos filmes indicados são realmente indispensáveis e a lista é bem eclética. Para mim um dos melhores e que bem representa nossos tempos é O Show de Truman. Vale a pena conferir o ranking, que tem ainda as notas atribuídas pelo site...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sábado na praça


Sábado fui conferir a última noite do Macondo Circus na praça Saldanha Marinho. Infelizmente perdi um dos shows mais comentados, da banda Móveis Coloniais de Acaju, que rolou na sexta. De qualquer modo, foi muito bom conferir o clima do evento, que reúne gente de vários estilos e idades. Aliás, levei minha filha, que logo se enturmou e curtiu a praça. Encontrei amigos (na foto com Vini, Manu e Sil), bati um papo, foi um final de tarde/início de noite agradável, cultural, leve. A grande performance do sábado ficou por conta do argentino Proyecto Gomez, o homem que é uma banda. Ele arrasa na versatilidade! Infelizmente, foi o único dia em que presenciei o MC, mas já estou na expectativa pela edição de 2010. Quem quiser saber mais sobre as apresentações do Macondo Circus 2009, a dica é o blog da Silvana Dalmaso.

domingo, 29 de novembro de 2009

Santa Maria me abraçou


Abracei Santa Maria neste final de semana e nos tornamos mais íntimas. Morei nessa cidade durante 4 anos, na época da faculdade, mas minha relação com ela era superficial. Eu não ficava muito por aqui nos finais de semana, não participava muito das festas da turma. Nunca deixei de vir pra cá mesmo morando fora, mas nossos contatos eram esporádicos e sem muito aprofundamento. Mas, agora que voltei a morar aqui, desde fevereiro, decidi que nos tornaríamos mais íntimas.
Acho que isso só ocorreu mesmo no final de semana que terminou, quando rolou uma identificação entre nós. Pela primeira vez fui ao Macondo, que exemplifica o espírito diversificado da cidade. Fui ao Cesma in Blues, onde apesar do calor e do término da cerveja as 2h, senti que realmente estamos na Cidade Cultura. Caminhei sozinha pelas ruas com um olhar poético diante das coisas e das pessoas. Pela primeira vez, me senti fazendo parte da cidade, acolhida por ela. Ela consegue ser provinciana e ao mesmo tempo manter uma pretensão cosmopolita que lhe dá um belo charme. Santa Maria me conquistou.

*Na foto, a banda Lenha Seca, no palco do Cesma in Bllues (www.cesmainblues.com).

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Mulheres equilibristas


No Programa Saia Justa desta semana acompanhei uma discussão sobre como nós, mulheres, lidamos com os diferentes aspectos da nossa vida. Tema batido, desta vez abordado sob a metáfora do equilibrista, daqueles que ficam segurando diversos pratos utilizando as mãos e o corpo cuidando para que nenhum dos pratos caia. Para nós, cada prato representaria um aspecto da vida - família, trabalhos, filhos, estudos, amores, saúde, e por aí vai. O programa fez uma enquete nas ruas para saber das mulheres qual desses "pratos" é o mais difícil de equilibrar. Para a maioria, o prato que mais balança e que, por isso mesmo, é o mais importante, é, obviamente, o dos filhos. Eu concordo em partes. Claro que ser uma boa mãe é minha tarefa número um. Largaria qualquer coisa por minha filha, o que não vale para o resto. Tenho que dizer que minha carreira é muito importante (minha família, nem se fala). Mas, tudo se torna relativo diante do que representa um filho. No entanto, não acho que seja tão complicado assim exercer essa função. Não me vejo como uma equilibrista sendo mãe. Acho é que porque pra mim é algo quase instintivo, que vou aprendendo no dia a dia, errando e aprendendo. Claro que a gente abre mão de algumas coisas, se estressa muitas vezes, se angustia tentando acertar, sente medo de que algo não dê certo, que o filho adoeça, que sofra etc. Mas não é tão árduo assim a ponto de me sentir carregando um prato que a qualquer momento pode cair. Conciliar tudo sim, nos dias de hoje, é uma missão de equilibrista. O problema é que as vezes nós, mulheres, exigimos demais de nós mesmas, e aí a vida se torna um fardo muito pesado. Eu penso cada vez mais que não posso ser perfeita em tudo, embora não queira ser medíocre em nada. Mas o problema é quando além de inteligentes, queremos ser deslumbrantes o tempo todo, atendendo aos padrões que a sociedade nos impõe. Eu não tenho tempo para malhar, por exemplo (embora esteja pensando encontrar uma horinha por dia), mas estou focada em outras questões. Sou mãe e estudante, não tenho disponibilidade para estar na noite todo final de semana. Mas, isso não me frustra. O que quero dizer é que as mulheres se sentem estressadas e a ponto de um ataque de nervos quando querem tudo ao mesmo tempo. Viver só para o trabalho quando se tem um filho, ou querer só festa quando se tem uma carreira em jogo são coisas um tanto inconciliáveis. O que dá para fazer é distribuir um pouco as alegrias - dá para fazer bem cada coisa, sem excessos em nenhuma. Assim, acho que os pratos podem se manter suspensos no ar, harmonizados. Um stress, um susto de vez em quando são pequenos ônus dessa jornada que pode ser leve, dependendo de como a encaramos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Convites para o google wave

Quem quiser experimentar a nova "onda" do Google, tenho convites.
Os primeiros a mandarem por comentário o email, levam convites...