Muito interessante uma lista dos melhores filmes de todos os tempos a que tive acesso a partir de um link postado no Twitter pela Silvana Dalmaso. Muitos dos filmes indicados são realmente indispensáveis e a lista é bem eclética. Para mim um dos melhores e que bem representa nossos tempos é O Show de Truman. Vale a pena conferir o ranking, que tem ainda as notas atribuídas pelo site...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Sábado na praça
Sábado fui conferir a última noite do Macondo Circus na praça Saldanha Marinho. Infelizmente perdi um dos shows mais comentados, da banda Móveis Coloniais de Acaju, que rolou na sexta. De qualquer modo, foi muito bom conferir o clima do evento, que reúne gente de vários estilos e idades. Aliás, levei minha filha, que logo se enturmou e curtiu a praça. Encontrei amigos (na foto com Vini, Manu e Sil), bati um papo, foi um final de tarde/início de noite agradável, cultural, leve. A grande performance do sábado ficou por conta do argentino Proyecto Gomez, o homem que é uma banda. Ele arrasa na versatilidade! Infelizmente, foi o único dia em que presenciei o MC, mas já estou na expectativa pela edição de 2010. Quem quiser saber mais sobre as apresentações do Macondo Circus 2009, a dica é o blog da Silvana Dalmaso.
domingo, 29 de novembro de 2009
Santa Maria me abraçou

Abracei Santa Maria neste final de semana e nos tornamos mais íntimas. Morei nessa cidade durante 4 anos, na época da faculdade, mas minha relação com ela era superficial. Eu não ficava muito por aqui nos finais de semana, não participava muito das festas da turma. Nunca deixei de vir pra cá mesmo morando fora, mas nossos contatos eram esporádicos e sem muito aprofundamento. Mas, agora que voltei a morar aqui, desde fevereiro, decidi que nos tornaríamos mais íntimas.
Acho que isso só ocorreu mesmo no final de semana que terminou, quando rolou uma identificação entre nós. Pela primeira vez fui ao Macondo, que exemplifica o espírito diversificado da cidade. Fui ao Cesma in Blues, onde apesar do calor e do término da cerveja as 2h, senti que realmente estamos na Cidade Cultura. Caminhei sozinha pelas ruas com um olhar poético diante das coisas e das pessoas. Pela primeira vez, me senti fazendo parte da cidade, acolhida por ela. Ela consegue ser provinciana e ao mesmo tempo manter uma pretensão cosmopolita que lhe dá um belo charme. Santa Maria me conquistou.
*Na foto, a banda Lenha Seca, no palco do Cesma in Bllues (www.cesmainblues.com).
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Mulheres equilibristas

No Programa Saia Justa desta semana acompanhei uma discussão sobre como nós, mulheres, lidamos com os diferentes aspectos da nossa vida. Tema batido, desta vez abordado sob a metáfora do equilibrista, daqueles que ficam segurando diversos pratos utilizando as mãos e o corpo cuidando para que nenhum dos pratos caia. Para nós, cada prato representaria um aspecto da vida - família, trabalhos, filhos, estudos, amores, saúde, e por aí vai. O programa fez uma enquete nas ruas para saber das mulheres qual desses "pratos" é o mais difícil de equilibrar. Para a maioria, o prato que mais balança e que, por isso mesmo, é o mais importante, é, obviamente, o dos filhos. Eu concordo em partes. Claro que ser uma boa mãe é minha tarefa número um. Largaria qualquer coisa por minha filha, o que não vale para o resto. Tenho que dizer que minha carreira é muito importante (minha família, nem se fala). Mas, tudo se torna relativo diante do que representa um filho. No entanto, não acho que seja tão complicado assim exercer essa função. Não me vejo como uma equilibrista sendo mãe. Acho é que porque pra mim é algo quase instintivo, que vou aprendendo no dia a dia, errando e aprendendo. Claro que a gente abre mão de algumas coisas, se estressa muitas vezes, se angustia tentando acertar, sente medo de que algo não dê certo, que o filho adoeça, que sofra etc. Mas não é tão árduo assim a ponto de me sentir carregando um prato que a qualquer momento pode cair. Conciliar tudo sim, nos dias de hoje, é uma missão de equilibrista. O problema é que as vezes nós, mulheres, exigimos demais de nós mesmas, e aí a vida se torna um fardo muito pesado. Eu penso cada vez mais que não posso ser perfeita em tudo, embora não queira ser medíocre em nada. Mas o problema é quando além de inteligentes, queremos ser deslumbrantes o tempo todo, atendendo aos padrões que a sociedade nos impõe. Eu não tenho tempo para malhar, por exemplo (embora esteja pensando encontrar uma horinha por dia), mas estou focada em outras questões. Sou mãe e estudante, não tenho disponibilidade para estar na noite todo final de semana. Mas, isso não me frustra. O que quero dizer é que as mulheres se sentem estressadas e a ponto de um ataque de nervos quando querem tudo ao mesmo tempo. Viver só para o trabalho quando se tem um filho, ou querer só festa quando se tem uma carreira em jogo são coisas um tanto inconciliáveis. O que dá para fazer é distribuir um pouco as alegrias - dá para fazer bem cada coisa, sem excessos em nenhuma. Assim, acho que os pratos podem se manter suspensos no ar, harmonizados. Um stress, um susto de vez em quando são pequenos ônus dessa jornada que pode ser leve, dependendo de como a encaramos.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Convites para o google wave
Quem quiser experimentar a nova "onda" do Google, tenho convites.
Os primeiros a mandarem por comentário o email, levam convites...
sábado, 7 de novembro de 2009
O caso Uniban
Pois a tal Uniban expulsou a aluna que precisou sair escoltada da universidade após ser quase linchada pelos estudantes dias atrás. O motivo da expulsão: a loira desrespeitou a "moral e os bons costumes" indo vestida com um vestido muito curto e justo à aula e tendo feito um verdadeiro desfile pelos corredores para chamar atenção. Acabou gerando confusão, foi perseguida, chamada de puta e quase linchada. Não acho admirável a atitude da moça, mas nada justifica a reação dos universitários e muito menos esse desfecho digno de países totalitários. Onde já se viu em um regime dito democrático, e numa instituição que deveria primar pela discussão de padrões ultrapassados, alguém ser expulso ou punido seja lá de que forma for, por usar determinado tipo de roupa? A adequação da vestimenta ou dos modos aos locais deve ser baseada no bom senso, e nunca na coerção. No máximo ela mereceria uma advertência. Expulsos teriam que ser os alunos que provocaram aquela barbárie pelos corredores. Alunos que deveriam saber se portar de modo menos selvagem.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Um porto muito alegre
Porto Alegre é, até hoje, minha cidade favorita. Digo "até hoje" porque conheço pouco o mundo. Mas, nesta época, a capital gaúcha ganha ares especiais. Está rolando a Feira do Livro e a Bienal, e o período é ótimo para passear pelas ruas da Cidade Baixa. Morei cinco anos em POA, e ainda quero voltar para lá. Adoraria poder ir uma vez ao mês, passar alguns dias, rever lugares e amigos, mas cada vez tenho ido menos, pelas correrias da vida. Ultimamente, quando vou, é por conta de alguma atividade profissional, e pouco tempo sobra para o lazer. Foi o que ocorreu esta semana. Fiquei de terça a quinta na cidade participando do X Seminário Internacional de Comunicação, na PUCRS. Fui cheia de planos na bagagem - iria aproveitar o evento, claro, mas também daria um pulo na Feira, veria alguma coisa da Bienal, jantaria com amigos que moram lá, iria conhecer o filho recém-nascido de uma amiga, etc. Infelizmente, não deu tempo para nada. Fiquei imersa nas palestras e discussões nos Grupos de Trabalho do evento. Foi ótimo, aliás. Mas, voltei mais uma vez com aquela vontade de ficar mais um pouco... Não sei por que, mas nossa capital tem uma aura que me faz muito bem.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Mestrado em Comunicação da UFSM promove II Ciclo de Debates em Comunicação

O Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFSM promove no próximo dia 06 de novembro, sexta-feira, o II Ciclo de Debates “Mídia e Sociedade”. As palestras iniciam às 14h, no Auditório do Departamento de Química, no campus. O evento, que tem o apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUCRS, terá nesta edição palestras com os pesquisadores Moisés Martins e Jean-Martin Rabot, ambos do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, em Portugal.
Martins irá abordar o tema “Espaço Público e Media: da crise do Estado à crise da cultura”, enquanto Rabot irá discorrer sobre “As figurações da monstruosidade nos media”. As inscrições devem ser feitas antecipadamente na Secretaria do Mestrado, no Prédio 21 do campus. O evento é destinado a estudantes de Graduação e Pós-Graduação, professores e profissionais das áreas da Comunicação, Ciências Sociais, Filosofia, História, Letras, Psicologia e demais interessados.
EVENTO: II Ciclo de Debates “Mídia e Sociedade”, do Mestrado em Comunicação Midiática da UFSM
DATA: 06/11/2009 – sexta-feira
LOCAL: Auditório do Departamento de Química – UFSM (campus)
HORÁRIO: 14h
INSCRIÇÕES: Na Secretaria do Mestrado – Prédio 21, a R$ 5,00 (com direito a certificado de participação) ou pelo email eventos.ppgcomufsm@gmail.com, com nome, RG, curso, instituição e nome do evento. A inscrição feita por email poderá ser paga na hora da palestra.
PALESTRANTES:
1.Moisés Martins
Professor catedrático da Universidade do Minho e Diretor do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho (CECS).
Tema: Espaço Público e Media: da crise do Estado à crise da cultura
2.Jean-Martin Rabot
Professor de Sociologia e Investigador no CECS (Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade) do Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga – Portugal.
Tema: As figurações da monstruosidade nos media
Martins irá abordar o tema “Espaço Público e Media: da crise do Estado à crise da cultura”, enquanto Rabot irá discorrer sobre “As figurações da monstruosidade nos media”. As inscrições devem ser feitas antecipadamente na Secretaria do Mestrado, no Prédio 21 do campus. O evento é destinado a estudantes de Graduação e Pós-Graduação, professores e profissionais das áreas da Comunicação, Ciências Sociais, Filosofia, História, Letras, Psicologia e demais interessados.
EVENTO: II Ciclo de Debates “Mídia e Sociedade”, do Mestrado em Comunicação Midiática da UFSM
DATA: 06/11/2009 – sexta-feira
LOCAL: Auditório do Departamento de Química – UFSM (campus)
HORÁRIO: 14h
INSCRIÇÕES: Na Secretaria do Mestrado – Prédio 21, a R$ 5,00 (com direito a certificado de participação) ou pelo email eventos.ppgcomufsm@gmail.com, com nome, RG, curso, instituição e nome do evento. A inscrição feita por email poderá ser paga na hora da palestra.
PALESTRANTES:
1.Moisés Martins
Professor catedrático da Universidade do Minho e Diretor do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho (CECS).
Tema: Espaço Público e Media: da crise do Estado à crise da cultura
2.Jean-Martin Rabot
Professor de Sociologia e Investigador no CECS (Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade) do Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga – Portugal.
Tema: As figurações da monstruosidade nos media
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
A vida
Felicidade é um conceito muito relativo. O que é felicidade pra uns, não é para outros. O que faz alguém feliz, pode não ter significado para outra pessoa. Há quem diga que ser feliz é um estado de espírito e que independe de fatores externos. Outros acreditam que a felicidade é feita de momentos. Eu não sei ainda qual meu conceito de felicidade. Mas sei o que me faz feliz. E uma das coisas que mais me deixam felizes é o sabor de uma conquista, ainda mais quando ela foi muito batalhada, planejada, sonhada. Essa semana, em um mesmo dia, na verdade, pude experimentar sentimentos extremos e antagônicos. Segunda-feira foi um dia doloroso até uma certa hora. Havia vivenciado uma situação muito chata, deparado com uma realidade muito dolorosa. No entanto, antes que o dia terminasse, recebi uma das melhores notícias dos últimos tempos. Essa verdadeira dádiva, daquelas que chegam na hora certa, quando mais precisamos, tem um sabor muito especial. Ela veio para me mostrar que as escolhas mais importantes que fiz do ano passado para cá valeram muito a pena. Não vai mudar minha vida, mas me assegura tranquilidade para fazer o que venho sonhando há anos. O gostinho que senti foi de vitória, e é só o começo de uma trajetória que eu escolhi pra mim e que as oportunidades me proporcionaram como recompensa por muita dedicação e perseverança. Fez até com que eu esquecesse as agruras que uma segunda-feira triste. Entre a decepção do começo da tarde e a alegria da noite, teve a chuva que veio para certamente varrer da minha vida o que me angustiava há meses. Essa definição da chuva como limpeza quem me lembrou foi uma amiga usando as sábias palavras de seu avô. "A chuva cai para livrar a terra dos problemas", ou algo assim... As experiências dessa semana me deixaram um tanto sentimental. É a vida...
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Trabalho, trabalho, trabalho
A Revista Época desta semana traz uma reportagem sobre o crescimento do espaço ocupado pelo trabalho na vida das pessoas, hoje, em comparação com outras épocas. Ao fazer uma leitura dinâmica da matéria, fiquei pensando em algumas coisas que agora partilho aqui no blog.
Claro que trata-se de um fato muito relativo, pois a ligação que temos com o trabalho depende de muitos fatores sociais, individuais, ligados à questão econômica, ao tipo de atividade desenvolvida, à região em que se atua, etc. Mas, o que dá para dizer genericamente é que existe hoje uma cultura da ocupação full time.
Até algumas décadas atrás o pensamento predominante na sociedade dava ao trabalho uma outra conotação. Era a atividade ligada à ideia de "ganha-pão" simplesmente, onde se cumpria um determinado número de horas e a partir do qual se conquistava um lugar na comunidade. O que importava era ser pontual, cumprir todas as regras, ter uma ficha limpa. As pessoas entravam para uma empresa ou repartição pública e ali ficavam anos a fio, até a aposentadoria, tendo neste estilo de vida um modo exemplar de sucesso.
Foi-se o tempo em que uma bonita carteira de trabalho era aquela sem rasuras, quer dizer, sem mudanças de trajetória, com duradouras carreiras de uma só corporação. Hoje, um profissional com este perfil pode até se contar feliz, mas está, digamos, fora de moda. A tendência de sucesso hoje envolve o dinamismo, a mudança, o deslocamento. Um profissional bem-sucedido é aquele que é disputado pelo mercado, que muda de posição e de empresa, que arrisca e que vai além de suas atribuições.
Hoje, o trabalho não tem hora para terminar, muitas vezes nem para começar. O que vale não é quanto se fica na empresa, mas os resultados que se atinge. Esse profissional precisa estar antenado com o mundo, com seu tempo,e isto lhe rouba tempo e dedicação. Até suas horas de lazer, hoje, são relacionadas a atividades que exigem esforço intelectual (trabalho?)
As pessoas ficam em casa na internet agregando informações à suas atividades do dia a dia, respondendo emails de clientes ou fornecedores, procurando textos e programas que lhe ajudem no trabalho, horas nas redes sociais trocando ideias sobre seus projetos. Não há mais um horário destinado para o lazer. Ou melhor, o lazer está cada vez mais com cara de trabalho. Sem falar no celular, que nos tornou disponíveis 24 horas por dia, em qualquer lugar.
Hoje, não conseguimos ficar contemplativos diante do silêncio, ou diante de uma obra de arte, ou brincando com nossos filhos por muito tempo. Até dormir se tornou uma atividade obrigatória, ao invés de ser uma etapa prazerosa do dia. A gente dorme porque o corpo não aguenta, porque o dia está cada vez menor para tantas coisas que gostaríamos de fazer ou que teríamos que fazer mas não dá por falta de tempo.
Ao pensar nessa questão do nosso envolvimento cada vez maior com coisas ligadas ao lado profissional, relacionei imediatamente o assunto ao que discute o autor Jeff Howe no livro O Poder das Multidões. Utilizando o conceito de crowdsourcing, o editor da Revista americana Wired (a mesma do Chris Anderson) aborda a interessante temática desta cultura colaborativa e descentralizadora que tomou o mundo dos negócios, incluindo do entretenimento e do jornalismo. Uma de suas observações diz respeito ao número impressionante de pessoas consideradas "amadoras" que estão ajudando empresas das mais diversas áreas a diversificar seus produtos. São muitas vezes profissionais que atuam em determinados setores, que possuem até uma formação formal, mas que atuam como amadores em descobertas científicas, por exemplo. Algumas ganham dinheiro com isso, outras o fazem por outros motivos.
O que quero dizer é que tudo isto parece fazer parte desta mesma lógica que nos faz trabalhar mais e mais a cada dia. Mesmo quando não é por dinheiro, estamos virando trabalhadores quase 24 horas por dia. Dá saudade daquele tempo em que se podia passar horas sem fazer nada, sem pensar em nada, apenas sentindo a vida passar...
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