segunda-feira, 1 de março de 2010

Novidades do Mestrado em Comunicação da UFSM

Para recuperar o tempo de ostracismo no blog, segue o link das últimas do Mestrado em Comunicação da UFSM, com notícias sobre aula inaugural amanhã e horários das defesas de dissertações: www.ufsm.br/poscom.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Vamos democratizar a cobertura da tragédia?

2010 começou com tragédia para muitas famílias Brasil afora. O clima tem castigado áreas ricas e pobres, matando gente de todas as classes. No entanto, a cobertura jornalística que assisto na principal emissora do país - e creio que nas demais não é muito diferente - mostra uma discriminação gritante no tratamento dado a uns e outros. Dependendo da procedência de quem morre, tu podes ter na tv homenagens póstumas com direito a entrevista com seus parentes e exibição de vídeos e fotos de seus momentos alegres, ou simplesmente ser mais um número nas estatísticas do obituário. Confesso que fico muito emocionada e triste com o sofrimento que os sobreviventes e parentes da tragédia em Angra dos Reis estão passando. Chego a chorar ao ver os depoimentos nos telejornais, e não estou de forma alguma sendo irônica. Mas, também me dói demais por dentro quando logo depois entra em cena mais uma reportagem em que os mortos não têm nome ou uma história a ser contada. São apenas ninguém. Por que algumas vidas que se perdem de forma tão triste são mais lastimadas que outras? Por que temos que nos identificar com pessoas de classe média que perdem a vida em uma pousada enquanto estavam festejando, e somos convidados a ignorar quem morreu porque o barraco montado em um terreno impróprio desabou sobre sua cabeça? Sinceramente, gosto de ouvir relatos sobre aquelas jovens e alegres vidas de Angra que se foram sob os escombros que a lama levou. Gosto porque acho que eles realmente merecem ser lembrados. Mas não me conformo por não saber quem eram aquelas marias e josés que morreram soterrados do mesmo modo, mas que não devem ter tido uma ceia de ano-novo tão farta quanto a dos vizinhos da bela pousada agora em ruínas. Também gostaria que o jornalismo ultrapassasse sua condição de narrativa e assumisse um tom mais pedagógico, para que coisas assim possam ser evitadas, seja em solo rico ou pobre.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Melhores filmes de todos os tempos

Muito interessante uma lista dos melhores filmes de todos os tempos a que tive acesso a partir de um link postado no Twitter pela Silvana Dalmaso. Muitos dos filmes indicados são realmente indispensáveis e a lista é bem eclética. Para mim um dos melhores e que bem representa nossos tempos é O Show de Truman. Vale a pena conferir o ranking, que tem ainda as notas atribuídas pelo site...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sábado na praça


Sábado fui conferir a última noite do Macondo Circus na praça Saldanha Marinho. Infelizmente perdi um dos shows mais comentados, da banda Móveis Coloniais de Acaju, que rolou na sexta. De qualquer modo, foi muito bom conferir o clima do evento, que reúne gente de vários estilos e idades. Aliás, levei minha filha, que logo se enturmou e curtiu a praça. Encontrei amigos (na foto com Vini, Manu e Sil), bati um papo, foi um final de tarde/início de noite agradável, cultural, leve. A grande performance do sábado ficou por conta do argentino Proyecto Gomez, o homem que é uma banda. Ele arrasa na versatilidade! Infelizmente, foi o único dia em que presenciei o MC, mas já estou na expectativa pela edição de 2010. Quem quiser saber mais sobre as apresentações do Macondo Circus 2009, a dica é o blog da Silvana Dalmaso.

domingo, 29 de novembro de 2009

Santa Maria me abraçou


Abracei Santa Maria neste final de semana e nos tornamos mais íntimas. Morei nessa cidade durante 4 anos, na época da faculdade, mas minha relação com ela era superficial. Eu não ficava muito por aqui nos finais de semana, não participava muito das festas da turma. Nunca deixei de vir pra cá mesmo morando fora, mas nossos contatos eram esporádicos e sem muito aprofundamento. Mas, agora que voltei a morar aqui, desde fevereiro, decidi que nos tornaríamos mais íntimas.
Acho que isso só ocorreu mesmo no final de semana que terminou, quando rolou uma identificação entre nós. Pela primeira vez fui ao Macondo, que exemplifica o espírito diversificado da cidade. Fui ao Cesma in Blues, onde apesar do calor e do término da cerveja as 2h, senti que realmente estamos na Cidade Cultura. Caminhei sozinha pelas ruas com um olhar poético diante das coisas e das pessoas. Pela primeira vez, me senti fazendo parte da cidade, acolhida por ela. Ela consegue ser provinciana e ao mesmo tempo manter uma pretensão cosmopolita que lhe dá um belo charme. Santa Maria me conquistou.

*Na foto, a banda Lenha Seca, no palco do Cesma in Bllues (www.cesmainblues.com).

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Mulheres equilibristas


No Programa Saia Justa desta semana acompanhei uma discussão sobre como nós, mulheres, lidamos com os diferentes aspectos da nossa vida. Tema batido, desta vez abordado sob a metáfora do equilibrista, daqueles que ficam segurando diversos pratos utilizando as mãos e o corpo cuidando para que nenhum dos pratos caia. Para nós, cada prato representaria um aspecto da vida - família, trabalhos, filhos, estudos, amores, saúde, e por aí vai. O programa fez uma enquete nas ruas para saber das mulheres qual desses "pratos" é o mais difícil de equilibrar. Para a maioria, o prato que mais balança e que, por isso mesmo, é o mais importante, é, obviamente, o dos filhos. Eu concordo em partes. Claro que ser uma boa mãe é minha tarefa número um. Largaria qualquer coisa por minha filha, o que não vale para o resto. Tenho que dizer que minha carreira é muito importante (minha família, nem se fala). Mas, tudo se torna relativo diante do que representa um filho. No entanto, não acho que seja tão complicado assim exercer essa função. Não me vejo como uma equilibrista sendo mãe. Acho é que porque pra mim é algo quase instintivo, que vou aprendendo no dia a dia, errando e aprendendo. Claro que a gente abre mão de algumas coisas, se estressa muitas vezes, se angustia tentando acertar, sente medo de que algo não dê certo, que o filho adoeça, que sofra etc. Mas não é tão árduo assim a ponto de me sentir carregando um prato que a qualquer momento pode cair. Conciliar tudo sim, nos dias de hoje, é uma missão de equilibrista. O problema é que as vezes nós, mulheres, exigimos demais de nós mesmas, e aí a vida se torna um fardo muito pesado. Eu penso cada vez mais que não posso ser perfeita em tudo, embora não queira ser medíocre em nada. Mas o problema é quando além de inteligentes, queremos ser deslumbrantes o tempo todo, atendendo aos padrões que a sociedade nos impõe. Eu não tenho tempo para malhar, por exemplo (embora esteja pensando encontrar uma horinha por dia), mas estou focada em outras questões. Sou mãe e estudante, não tenho disponibilidade para estar na noite todo final de semana. Mas, isso não me frustra. O que quero dizer é que as mulheres se sentem estressadas e a ponto de um ataque de nervos quando querem tudo ao mesmo tempo. Viver só para o trabalho quando se tem um filho, ou querer só festa quando se tem uma carreira em jogo são coisas um tanto inconciliáveis. O que dá para fazer é distribuir um pouco as alegrias - dá para fazer bem cada coisa, sem excessos em nenhuma. Assim, acho que os pratos podem se manter suspensos no ar, harmonizados. Um stress, um susto de vez em quando são pequenos ônus dessa jornada que pode ser leve, dependendo de como a encaramos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Convites para o google wave

Quem quiser experimentar a nova "onda" do Google, tenho convites.
Os primeiros a mandarem por comentário o email, levam convites...

sábado, 7 de novembro de 2009

O caso Uniban

Pois a tal Uniban expulsou a aluna que precisou sair escoltada da universidade após ser quase linchada pelos estudantes dias atrás. O motivo da expulsão: a loira desrespeitou a "moral e os bons costumes" indo vestida com um vestido muito curto e justo à aula e tendo feito um verdadeiro desfile pelos corredores para chamar atenção. Acabou gerando confusão, foi perseguida, chamada de puta e quase linchada. Não acho admirável a atitude da moça, mas nada justifica a reação dos universitários e muito menos esse desfecho digno de países totalitários. Onde já se viu em um regime dito democrático, e numa instituição que deveria primar pela discussão de padrões ultrapassados, alguém ser expulso ou punido seja lá de que forma for, por usar determinado tipo de roupa? A adequação da vestimenta ou dos modos aos locais deve ser baseada no bom senso, e nunca na coerção. No máximo ela mereceria uma advertência. Expulsos teriam que ser os alunos que provocaram aquela barbárie pelos corredores. Alunos que deveriam saber se portar de modo menos selvagem.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Um porto muito alegre

Porto Alegre é, até hoje, minha cidade favorita. Digo "até hoje" porque conheço pouco o mundo. Mas, nesta época, a capital gaúcha ganha ares especiais. Está rolando a Feira do Livro e a Bienal, e o período é ótimo para passear pelas ruas da Cidade Baixa. Morei cinco anos em POA, e ainda quero voltar para lá. Adoraria poder ir uma vez ao mês, passar alguns dias, rever lugares e amigos, mas cada vez tenho ido menos, pelas correrias da vida. Ultimamente, quando vou, é por conta de alguma atividade profissional, e pouco tempo sobra para o lazer. Foi o que ocorreu esta semana. Fiquei de terça a quinta na cidade participando do X Seminário Internacional de Comunicação, na PUCRS. Fui cheia de planos na bagagem - iria aproveitar o evento, claro, mas também daria um pulo na Feira, veria alguma coisa da Bienal, jantaria com amigos que moram lá, iria conhecer o filho recém-nascido de uma amiga, etc. Infelizmente, não deu tempo para nada. Fiquei imersa nas palestras e discussões nos Grupos de Trabalho do evento. Foi ótimo, aliás. Mas, voltei mais uma vez com aquela vontade de ficar mais um pouco... Não sei por que, mas nossa capital tem uma aura que me faz muito bem.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mestrado em Comunicação da UFSM promove II Ciclo de Debates em Comunicação


O Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFSM promove no próximo dia 06 de novembro, sexta-feira, o II Ciclo de Debates “Mídia e Sociedade”. As palestras iniciam às 14h, no Auditório do Departamento de Química, no campus. O evento, que tem o apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUCRS, terá nesta edição palestras com os pesquisadores Moisés Martins e Jean-Martin Rabot, ambos do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, em Portugal.
Martins irá abordar o tema “Espaço Público e Media: da crise do Estado à crise da cultura”, enquanto Rabot irá discorrer sobre “As figurações da monstruosidade nos media”. As inscrições devem ser feitas antecipadamente na Secretaria do Mestrado, no Prédio 21 do campus. O evento é destinado a estudantes de Graduação e Pós-Graduação, professores e profissionais das áreas da Comunicação, Ciências Sociais, Filosofia, História, Letras, Psicologia e demais interessados.

EVENTO: II Ciclo de Debates “Mídia e Sociedade”, do Mestrado em Comunicação Midiática da UFSM
DATA: 06/11/2009 – sexta-feira
LOCAL: Auditório do Departamento de Química – UFSM (campus)
HORÁRIO: 14h
INSCRIÇÕES: Na Secretaria do Mestrado – Prédio 21, a R$ 5,00 (com direito a certificado de participação) ou pelo email eventos.ppgcomufsm@gmail.com, com nome, RG, curso, instituição e nome do evento. A inscrição feita por email poderá ser paga na hora da palestra.

PALESTRANTES:

1.Moisés Martins
Professor catedrático da Universidade do Minho e Diretor do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho (CECS).
Tema: Espaço Público e Media: da crise do Estado à crise da cultura

2.Jean-Martin Rabot
Professor de Sociologia e Investigador no CECS (Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade) do Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga – Portugal.
Tema: As figurações da monstruosidade nos media