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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O pequeno príncipe

Imagem: http://migre.me/13ssd
Depois de ter passado o final de semana em São Gabriel, assisti na noite de domingo, com minha filha e meu namorado, já em Santa Maria, o filme O Pequeno Príncipe, baseado no livro de mesmo nome de Exupéry. Gabriela queria assistir um filme e, já na locadora, sugeri esse. Ela ainda não leu o livro, que também nunca li. Talvez porque virou clichê achá-lo bobinho depois da popularidade que as candidatas a miss lhe conferiram. No entanto, continua sendo uma bela história, com frases hoje batidas, mas de incontestável verdade, como a “és eternamente responsável por aquilo que cativas”, dita pelo personagem da Raposa (vale a pena rever o trecho).
O menino que queria ser desenhista, e que se torna um adulto aparentemente sem criatividade, volta em forma de um pequeno príncipe que o atormenta com pedidos esdrúxulos de desenhos e o cativa pouco a pouco contando suas aventuras em busca da sabedoria. O filme é lindo plasticamente, apesar de eu não gostar da parte musical. Em um final de domingo de dia dos pais, me fez lembrar que talvez fôssemos muito mais espertos se deixássemos mais livres dentro de nós a criança que um dia já fomos. Era tão bom sonhar sem limites, sem autocensura. Me fez lembrar da linda “Bola de meia, bola de gude”, do Milton Nascimento. "Há um menino, há um moleque, morando sempre no meu coração. Toda vez que o adulto balança ele vem pra me dar a mão..." (belo vídeo aqui).