sexta-feira, 27 de março de 2009

Bem-vindos ao twitter


Esta semana o Maurício, meu colega de mestrado e de blogosfera, apresentou-me a nova coqueluche da web. Ele mesmo estava naquele momento descobrindo o novo "dispositivo", para usar um termo da moda na pesquisa em comunicação. À primeira vista, parecia até meio simplório, mas na medida em que comecei a ampliar minha rede de "following" e "followers", comecei a achar interessante. Aparece, do nada, gente muito bacana, que encontra algum post ou coment nosso em algum lugar da rede, e nos acessa no twitter. Ou seja, os encontros são por afinidade, e perdem o sentido se forem movidos apenas pela ânsia de mostrar números. Bem diferente do orkut, em que existe uma competição velada pra ver quem tem uma rede maior e onde a interação resume-se a contatos superficiais. No twitter, para quem ainda não conhece, você segue e é seguido por outros membros através da postagem de pequenos textos ou links que abrem uma gama enorme de outras trocas. Um "update" no twitter pode me levar a um blog, a um site de notícias que eu não conhecia, a uma outra rede social, enfim, uma infinidade de possibilidades hipertextuais. Confesso que já estou viciada! Depois do msn, é o meu segundo atalho ao conectar o pc. Já desbancou o orkut, que acesso mais por hábito do que por verdadeiro interesse. Quem quiser saber mais sobre as possibilidades, leia os posts do Maurício em http://turbilhaoideias.blogspot.com/.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Está feito!

Confirmada minha escolha... pode ser um daqueles marcos divisores de água na vida da gente. Fico em Santa Maria, fazendo o Mestrado, abrindo mão de uma vaga conquistada no concurso da Emater, que era pro escritório regional da empresa em Bagé. Tinha recebido email do RH para estar hoje em POA com a documentação. Nem mesmo quando ligaram, agora há pouco, para confirmar se eu iria assumir, cheguei a titubear. Não sei se minha vida seria melhor se a escolha tivesse sido outra, mas ao menos tive certeza do que quero.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Jornalistas de olho no STF

No próximo 01/04 estaremos de olho em dois julgamentos cruciais para a categoria no Supremo Tribunal Federal. Na pauta, a Lei de Imprensa e a obrigatoriedade do diploma. A data não poderia ser melhor: Dia dos Bobos!

sábado, 21 de março de 2009

Para entender a internet


Olha que iniciativa legal nos termos participativos da internet. O livro "Para entender a internet" foi dispobilizado na rede e conta com a colaboração dos usuários. Estou ajudando na divulgação, afinal a iniciativa é louvável e os textos têm a autoria de gente de peso. Vale a pena baixar e dar uma conferida.
Clique no link e baixe a versão beta.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Ser ou não ser

Até que ponto somos produtos de nossas próprias escolhas? Perguntinha aparentemente banal mas que pode dar margem a substanciais reflexões filosóficas. Como a ideia aqui não é teorizar muito, mas apenas exercitar um pouco o pensamento, fico no meio do caminho. Penso que obviamente fazemos escolhas o tempo todo. Selecionamos entre uma e outra opção desde o momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir. Que critérios nos impulsionam? Bom, eles são também critérios socialmente construídos - não podemos fugir do peso do contexto cultural em que estamos mergulhados. Ou seja, somos livres para escolher, mas limitados por uma série de fatores da vida em sociedade. Quando escolhemos o caminho menos óbvio, recebemos críticas ou admiração alheias. Depende do quão singular é o caminho que vamos trilhando. Há quem não tem muita escolha, mas optar por ter um número restrito de possibilidades também é, de certo modo, uma opção que fazemos. Sentir-se livre para construir a própria história é difícil, pois coloca muita responsabilidade em nossas decisões. Atribuir o que acontece conosco ao destino, aos deuses ou ao acaso é mais cômodo. Ficamos livres do peso da decisão, podemos nos auto-rotular como vítimas das circunstâncias. Eu tenho preferido ser sempre protagonista, mas às vezes me dá um alívio entregar nas mãos do tempo, ou de Deus, ou da sorte...
O mais complicado ao ter de escolher é saber a importância que tem aquilo que rejeitamos em nome do que escolhemos. Diz a velha máxima: não podemos ter tudo! Então, sejamos felizes por termos coragem de escolher e façamos o melhor para que nossas opções tenham sido as certas. Se der errado, teremos o conforto de saber que naquele momento foi o correto pra nós.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Finalmente em casa

Casa nova, vida nova... Tão bom recomeçar! O apartamento ficou ótimo, minha filha adorou a cidade, a escola. As coisas estão dando certo. Por enquanto, estou sem computador e sem internet em casa. Por isso, tenho estado ausente. Mas, será por pouco tempo. Não vejo a hora de iniciar as atividades acadêmicas, profissionais, e manter este espaço atualizado com maior freqüência.
Por hora, não tenho muito a declarar. Depois da mudança e de colocar a casa em ordem, é hora de refrescar a mente e o corpo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Só depende de mim...

Caixas e malas por todos os lados. Paredes em branco. Móveis fora do lugar. Tudo à espera do caminhão da mudança. Assim é o cenário aqui em casa (no momento em que escrevo). Eu, acompanhada da Mel (cachorrinha da minha filha), finalizo os últimos ajustes. Desta vez, diferente das outras nove (sim, é minha décima mudança desde que virei gente), a mudança vai e eu fico. Não aqui nesta casa, que amanhã não será mais o lar que habitei por 2 anos e 3 meses. Vou lá, receber os meus pertences, e volto, para concluir um ciclo. Por mais acostumada que deveria estar com este processo de deixar uma casa ou uma cidade e ir para outra, ainda fico melancólica. Canceriana que sou, apego-me. Fico nostálgica com o que deixo para trás, sempre. Já me conheço o suficiente para saber que mergulharei com tanta intensidade na nova vida que não sobrará tempo para saudades mórbidas. Logo ali a frente lembrarei deste ciclo que agora fecho com ternura, apenas ternura. Eu sei por quanto tempo sonhei, desejei, planejei e me preparei para chegar a este ponto. Conquistar algo tão almejado é motivo para festa. Por que a nostalgia? Porque guardo cada pedacinho do meu passado em um lugar muito especial. Não sei descartar o que já foi. Eu me reciclo para o novo, sem destruição. E, assim estou, vendo esses móveis, livros, aparelhos, cds, etc, ganhando a estrada, indo para o lugar em que uma renovada Luciana surgirá. Uma Luciana transformada pelos anos de espera e de preparação. Quantas vezes quis largar tudo e me aventurar para, através de um atalho, chegar aonde queria?! Quantas vezes me senti frustrada, derrotada, impotente?! Hoje, que a realidade me bate à porta me convidando a desfrutar de uma nova etapa, motivante, de crescimento, o que eu tanto queria abandonar não me parece feio. Nesta fase que durou quase sete anos, aprendi a esperar, e a criar as minhas oportunidades. Foi o tempo, foram os erros, foram as pessoas que cruzaram meu caminho me ensinando a ser paciente. Por isso, foram anos importantes. 2009 inicia com uma aura mágica pra mim. Estarei fazendo o que queria fazer, e muito bem acompanhada. Levo junto a razão de todas as escolhas - Gabriela, que talvez relute contra elas hoje, mas um dia me agradecerá. Levo a saudade de pessoas de verdade que se tornaram meus amigos... Mas vou leve, pois me desprendo cada dia mais do que não me é necessário.

Dará certo? Um dia, talvez, quem sabe... só depende de mim!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Escolhas


O que faz a vida valer a pena? Os momentos raros que levam o coração a disparar e nos tiram o fôlego, ou a segurança perene daquilo que já conhecemos? Este questionamento me veio ao assistir As Pontes de Madison, romance ícone dos apaixonados, que ainda não tinha visto. Uma típica dona de casa do interior se redescobre uma mulher que queria muito mais da vida ao conhecer, e se apaixonar, por um fotógrafo cidadão do mundo. Em apenas quatro dias, eles se vêem diante da certeza de que se amam. Surge o conflito: largar o lar doce lar para ir viver um romance que significa a realização das projeções da juventude, ou continuar levando a mesma vida de sempre? A decisão, pela segunda alternativa, não é apenas a escolha de uma mulher covarde e conformista. Quando dá adeus ao homem que a despertou de um coma existencial, nossa mocinha faz mais do que optar pelos filhos e o marido "limpo e correto". A justificativa dela é sábia! De tão valiosos que foram aqueles poucos dias, ela resolve imortalizá-los. Certamente ela teve medo do desconhecido, apego à vida que construiu, mas o que falou mais alto foi a certeza de que algo tão especial que lhe acontecera não merecia ser destruído pela rotina que poderia vir pela frente. Uma escolha, embora pareça paradoxal, de alguém que valoriza por demais seu próprio ideal de vida. Ela precisava da ilusão a ponto de não querer torná-la real.

Me ocorreu que a vida se resume a estas escolhas. Quantas oportunidades de optar entre nossos desejos e o caminho já trilhado nos aparecem? No fundo, nossa alma clama, grita lá de dentro para que sigamos em direção ao novo, porque se nos despertou o desejo, é porque é importante pra gente. Não falo de impulsos vagos ou caprichos, e sim de nossas verdades mais essenciais. Sempre sabemos o que queremos, mas por insegurança, medo, falta de atitude, por vezes o deixamos escapar. A dúvida é, no fundo, nossas certezas nos apontando o dedo em riste.

Mas, e quando damos ouvidos ao coração, sempre optando pelo que lá no fundo é o que realmente queremos? Tornamo-nos eternamente insatisfeitos, sempre em busca de algo novo que nos preencha o maldito vazio que nasce com a gente? Talvez seja a busca em si que nos leve adiante, que dê sentido a nossos dias. Já que o exemplo está no romance, é o caso de pessoas que vivem eternamente procurando, trocando uma paixão por outra sem nunca "se encontrar". Mas, vem aquela máxima de que é preciso conquistar a mesma pessoa todos os dias... Sempre lembro do que Contardo Calligaris disse em uma entrevista, sobre o porquê de os relacionamentos não resistirem ao término da fase da paixão. Segundo o psicanalista italiano, o problema é que ao matarmos a individualidade do outro, perdemos o interesse e a paixão vai embora precocemente. É o mistério que nos seduz. Como a vida, o amor só sobrevive se implicar em desafio. Para manter o coração batendo forte, precisamos deixar espaço para a conquista diária. E aí lembro de um filme que acabo de ver: O Escafandro e a Borboleta. Se o primeiro nos aprisona, fazendo-nos vítimas de uma verdadeira "síndrome do encarceramento", a segunda nos liberta e nos mantêm vivos. Mais uma vez, estamos falando de escolhas.